
2025 vai ter Horário de Verão? Confira!
A cada ano, a proximidade dos meses mais quentes reacende uma dúvida entre os brasileiros: teremos a volta do Horário de Verão? A medida, que consiste em adiantar os relógios em uma hora, foi suspensa em 2019 e, desde então, divide opiniões. Em 2025, o debate ganhou força com novos estudos técnicos e diferentes visões sobre seus reais benefícios para o país.
A discussão sobre a necessidade de retomar a medida é avaliada permanentemente pelo governo federal. De um lado, especialistas do setor elétrico apontam vantagens importantes para a estabilidade do sistema. De outro, pesam os impactos na saúde da população e as mudanças nos hábitos de consumo de energia que tornaram o cenário atual bem diferente de décadas atrás.
A recomendação técnica do ONS para 2025
Um dos argumentos mais fortes a favor da medida veio de um estudo aprofundado do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que recomendou formalmente a reimplantação do Horário de Verão. A análise técnica aponta que os ganhos para o setor elétrico seriam significativos, contribuindo para a eficiência e segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O novo desafio da energia solar
O principal motivo para a recomendação do ONS está na crescente participação da energia solar na matriz energética. Com o pôr do sol, a geração de energia fotovoltaica cessa, causando um aumento muito rápido na demanda por outras fontes no início da noite. O Horário de Verão ajudaria a suavizar essa transição, adiando o pico de consumo em até duas horas.
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Economia bilionária para o sistema
Além da segurança operacional, o estudo do ONS estimou uma economia expressiva. A volta da medida poderia gerar uma redução de custos de até R$ 356 milhões em combustível para usinas termelétricas. Somado a isso, haveria uma economia anual de cerca de R$ 1,8 bilhão em contratos de reserva de capacidade, aliviando os custos do sistema.
Os argumentos contrários: saúde e novos hábitos
Apesar dos benefícios técnicos, os efeitos na saúde pesam contra a medida. Especialistas afirmam que adiantar o relógio desajusta nosso ritmo circadiano, o relógio biológico do corpo. Essa mudança pode causar distúrbios do sono, cansaço, irritabilidade e até mesmo aumentar o risco de problemas cardiovasculares nos dias seguintes à alteração.
Outro ponto fundamental é a mudança no perfil de consumo. Se antes o pico de demanda ocorria à noite, hoje ele se concentra no meio da tarde, impulsionado pelo uso massivo de aparelhos de ar-condicionado. Esse fator, somado ao uso de lâmpadas mais eficientes como as de LED, diminuiu a relevância da economia de energia com iluminação.

Afinal, teremos Horário de Verão em 2025?
Após analisar os estudos técnicos e considerar os múltiplos impactos, o governo federal decidiu pela não retomada do Horário de Verão em 2025. A avaliação foi de que, no cenário atual, os benefícios para o setor elétrico não superam os efeitos negativos e a perda de eficácia da medida devido às novas dinâmicas de consumo de energia.
Embora a possibilidade não esteja totalmente descartada para o futuro, a retomada só seria considerada em situações excepcionais, como uma crise energética. Por enquanto, o Brasil segue a decisão de 2019, e os relógios não precisarão ser adiantados nos próximos meses.
