
Artrite tem cura? Saiba causa e tratamento para a doença
Entender o tratamento adequado para a Artrite é crucial, pois a busca pela cura é complexa, caracterizando-se por uma condição inflamatória crônica. Essa condição afeta milhões de pessoas globalmente, manifestando-se com dor, inchaço, rigidez articular e perda de mobilidade. A doença crônica tem um curso intermitente, mas sempre resulta em lesão tecidual e pode levar à incapacidade funcional se não for bem gerenciada.
O conhecimento dos mecanismos da doença e das opções terapêuticas disponíveis é fundamental para um manejo eficaz e para a melhora da qualidade de vida. A identificação precoce da doença e a abordagem terapêutica direcionada são vitais para evitar a progressão e as deformidades.
O que provoca a artrite?
A Artrite é um termo amplo que descreve uma inflamação que afeta as articulações. Ela pode ser desencadeada por diversas doenças subjacentes, incluindo artrite reumatoide, artrite psoriásica ou causas degenerativas. O processo inflamatório causa dor nas juntas, rigidez articular, inchaço e perda de função e mobilidade. As causas podem incluir traumatismos, sobrepeso, ou alterações no sistema imune e desgaste natural decorrente do tempo.
A Artrite Reumatoide (AR) é especificamente uma doença crônica autoimune, caracterizada por inflamação persistente das articulações. O sistema de defesa do corpo ataca a membrana sinovial (sinovite), o que pode levar à destruição da cartilagem e erosão óssea. A progressão da doença, se não tratada, pode resultar em deformidades e incapacidade funcional.
Como é feito o diagnóstico da Artrite?
O diagnóstico da AR é baseado em achados clínicos e exames complementares, sendo realizado por um reumatologista ou ortopedista. Os critérios clínicos envolvem rigidez matinal que dura mais de uma hora e artrite em pelo menos três áreas articulares. As articulações mais afetadas são simetricamente as das mãos, pés, punhos, cotovelos, joelhos e tornozelos.
Exames laboratoriais buscam o Fator Reumatoide (FR), que é positivo em 60% a 70% dos casos, e o anti-CCP, que é encontrado em cerca de 70% dos pacientes. O anti-CCP pode ser positivo mesmo se o FR for negativo e é um marcador prognóstico. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são cruciais para controlar a atividade da doença e prevenir a lesão articular.

A Artrite tem cura?
A maioria das formas de Artrite, especialmente a Artrite Reumatoide (AR), não tem cura definitiva, sendo classificada como uma doença crônica. Contudo, o objetivo primordial do tratamento moderno é alcançar a remissão da doença ou, no mínimo, o menor nível possível de atividade inflamatória.
Os avanços significativos na gestão e nas terapias modificaram o curso da doença, permitindo o controle dos sintomas e prevenindo danos estruturais. O tratamento deve ser guiado pela estratégia “tratar para alcançar a meta” (treat to target), estabelecendo um objetivo compartilhado com o paciente.
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Quais são os tratamentos essenciais para a Artrite?
O tratamento da Artrite é individualizado e deve incluir uma abordagem multidisciplinar. Isso engloba terapias medicamentosas, suporte de fisioterapia, terapia ocupacional, e orientações para melhorar hábitos de vida.
Para o controle sintomático e alívio da dor, principalmente durante surtos, são usados analgésicos, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e glicocorticoides. O uso desses medicamentos, especialmente dos glicocorticoides em baixas doses (≤ 10 mg/dia), pode servir como “ponte” para o início do efeito dos medicamentos modificadores da doença.
A terapia com MMCDs (Medicamentos Modificadores da Doença)
Os Medicamentos Modificadores do Curso da Doença (MMCDs) buscam controlar a inflamação crônica e prevenir o dano articular. O Metotrexato (MTX) é a primeira escolha terapêutica, mas na impossibilidade de seu uso por toxicidade, a Leflunomida ou a Sulfassalazina são alternativas.
Se a monoterapia com o MTX for ineficaz, a terapia pode progredir para combinação dupla ou tripla de MMCDs. Para pacientes que falham a pelo menos dois esquemas com MMCDs, são utilizados MMCDs biológicos (MMCDbio) ou sintéticos alvo-específicos (MMCDsae), como inibidores de JAK (Baricitinibe, Tofacitinibe).
Os biológicos incluem inibidores de TNF-alfa (como Adalimumabe, Etanercepte) e não anti-TNF (como Abatacepte, Tocilizumabe). Estas terapias demonstraram eficácia na redução da atividade da doença em pacientes refratários aos tratamentos convencionais.
Qual o papel do exercício e fisioterapia?
O tratamento não medicamentoso é vital para a melhora clínica e funcional. A fisioterapia visa aliviar a dor, melhorar a função e a mobilidade e deve ser estimulada com exercícios de alongamento, aeróbicos e resistidos.
Exercícios contra resistência são seguros e eficazes, melhorando a força muscular. A acupuntura pode ser usada no combate à dor.
A balneoterapia (terapia com banhos minerais) também pode ser útil, pois a água termal exerce ações analgésicas e anti-inflamatórias, promovendo relaxamento muscular e aumentando a mobilidade.

Quando a cirurgia é uma opção?
A cirurgia é considerada um tratamento para a Artrite Reumatoide após ocorrer dano irreversível na articulação. A decisão de realizar qualquer procedimento cirúrgico é difícil, pois envolve riscos e um tempo de recuperação.
Os procedimentos cirúrgicos variam de intervenções menores, como remoção de joanetes, a cirurgias mais complexas, como fusão ou substituição articular (próteses). A cirurgia, quando necessária, pode resultar em redução da dor e melhoria da mobilidade.
Devido aos avanços nas terapias, especialmente nos MMCDs biológicos, a necessidade de cirurgia de substituição articular (como de joelho ou quadril) é menos comum hoje do que era antigamente.
