
Wagner Moura é favorito ao Oscar 2026 por ‘O Agente Secreto’; conheça 12 filmes estrelados pelo artista baiano
O nome de Wagner Moura está em forte evidência na corrida pelo Oscar, desta vez com o filme O Agente Secreto. Após a vitória histórica do Brasil com Ainda Estou Aqui, as expectativas se voltam para o ator baiano, que já é apontado como um dos favoritos à estatueta de Melhor Ator em 2026, consolidando sua aclamada carreira internacional.
Por que Wagner Moura desponta como favorito?
A aposta não é à toa. A revista americana Variety colocou Moura no topo de sua lista de previsões para a categoria de Melhor Ator. Esse favoritismo ganhou ainda mais força após o ator levar o prêmio de Melhor Ator no prestigiado Festival de Cannes, onde o diretor Kleber Mendonça Filho também foi premiado pela direção.
Qual é a trama de ‘O Agente Secreto’?
O filme, escolhido para representar o Brasil na premiação, já tem distribuição garantida nos Estados Unidos pela NEON, empresa conhecida por campanhas de sucesso de filmes como Parasita. Ambientado no Recife de 1977, durante a Ditadura Militar, O Agente Secreto é um thriller político que acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor que foge de um passado turbulento, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que ele procurava.
Além de seu mais recente sucesso, a trajetória de Wagner Moura é marcada por papéis inesquecíveis que vão do herói controverso ao vilão carismático, passando por dramas complexos e até dublagens em grandes animações. A seguir, conheça 10 produções que definem a versatilidade deste gigante do cinema nacional.
Conheça 10 produções marcantes da carreira de Wagner Moura
Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010)
Impossível falar de Wagner Moura sem citar o Capitão Nascimento. O personagem do BOPE se tornou um ícone do cinema brasileiro, com bordões que caíram no gosto popular. A sequência, Tropa de Elite 2, explorou a corrupção política e as milícias. E tornando-se a maior bilheteria da história do cinema nacional por uma década, com 11 milhões de espectadores.
Ó Paí, Ó (2007)
No mesmo ano em que explodiu como Nascimento, Moura mostrou sua versatilidade como o malandro Boca. Ambientado no Pelourinho, em Salvador, o filme retrata a vida dos moradores de um cortiço durante o Carnaval, combinando comédia, musical e drama social. Ao lado de Lázaro Ramos, o longa se tornou um sucesso e um marco do cinema baiano.
Guerra Civil (2024)
Neste futuro distópico dirigido por Alex Garland, os Estados Unidos estão em conflito, e Moura interpreta Joel, um jornalista que viaja pelo país ao lado de uma fotojornalista vivida por Kirsten Dunst. O longa se tornou a maior estreia da produtora A24 nos EUA e um marco na carreira internacional do ator, que se mostrou muito confiante na qualidade do projeto desde as filmagens.
Marighella (2019)
Aqui, Wagner Moura assume a cadeira de diretor para contar a história do guerrilheiro Carlos Marighella, que lutou contra a ditadura militar. Protagonizado por Seu Jorge, o filme foi aclamado em festivais internacionais, como o de Berlim, e se destacou no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, mostrando a força de Moura também por trás das câmeras.
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Elysium (2013)
Sua estreia em uma grande produção de Hollywood foi nesta ficção científica ao lado de Matt Damon, Jodie Foster e da também brasileira Alice Braga. No filme, ambientado em 2154, Moura interpreta Spider, um hacker que ajuda o protagonista a lutar por igualdade entre a Terra arruinada e a estação espacial dos ricos.
Carandiru (2003)
Um dos seus primeiros papéis de destaque no cinema foi no aclamado filme de Hector Babenco, baseado no livro de Dráuzio Varella. Moura interpreta Zico, um presidiário viciado em drogas, em uma atuação intensa que o ajudou a se firmar como um dos grandes talentos de sua geração no cinema brasileiro.
O Caminho das Nuvens (2003)
Neste comovente drama, Moura interpreta Romão, um caminhoneiro desempregado que, junto com sua esposa (Cláudia Abreu) e cinco filhos, decide atravessar o Brasil de bicicleta em busca de uma vida melhor. A jornada de 3.200 km é um retrato sensível da resiliência e da esperança do povo nordestino, com uma atuação elogiada do ator em um de seus primeiros papéis como protagonista.
Cidade Baixa (2005)
Neste drama de Sérgio Machado, Wagner Moura vive Naldinho, que, ao lado do amigo Deco (Lázaro Ramos), se envolve em um triângulo amoroso com a personagem de Alice Braga. O filme é um retrato cru e visceral das relações humanas e rendeu ao ator o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema Latino-americano de Huelva.
Praia do Futuro (2014)
Em um papel mais sensível e complexo, Moura interpreta Donato, um salva-vidas que, após um resgate, abandona sua vida no Ceará para recomeçar em Berlim ao lado de um alemão. O filme, dirigido por Karim Aïnouz, aborda temas como identidade e exílio e desafiou o ator com um personagem silencioso e profundo.
Gato de Botas 2: O Último Pedido (2022)
Mostrando sua versatilidade, Wagner Moura deu voz ao vilão Lobo, a personificação da Morte, na versão original em inglês desta animação de sucesso. Sua atuação como dublador foi aclamada, sendo considerada um dos pontos altos do filme, que concorreu ao Oscar de Melhor Animação.
