
Atenção, papais! Instagram terá classificação indicativa como de cinemas
O Instagram está implementando uma mudança significativa na experiência de milhões de jovens usuários ao adotar um sistema de classificação indicativa similar ao usado nas salas de cinema. A Meta, responsável pela plataforma, alinhou as configurações de segurança das Contas de Adolescente ao padrão americano PG-13.
Essa atualização representa o esforço mais drástico da empresa para proteger os jovens, após anos de preocupações levantadas por pais e legisladores sobre o impacto do aplicativo no bem-estar mental dos adolescentes. O principal objetivo é tranquilizar os pais, garantindo que os adolescentes tenham experiências seguras e apropriadas na rede social.
As novas Contas de Adolescente, lançadas em 2024, possuem proteções de segurança ativadas automaticamente, limitando o contato e o conteúdo que os jovens podem visualizar.
O que significa a classificação PG-13 no Instagram?
O padrão PG-13, da Motion Picture Association (MPA) nos Estados Unidos, é uma recomendação de que o conteúdo é adequado para maiores de 13 anos, mas sugere a orientação dos pais. Na prática, isso significa que adolescentes de 13 a 17 anos no Instagram verão, por padrão, conteúdos que a Meta considera equivalentes aos exibidos em um filme dessa faixa etária.
A plataforma passará a ocultar proativamente postagens com “linguagem forte” ou que incentivem “comportamentos potencialmente prejudiciais”. Isso inclui, por exemplo, posts que promovam desafios arriscados ou que exibam utensílios relacionados ao consumo de maconha.
Além disso, o Instagram bloqueará uma gama mais ampla de termos de pesquisa considerados de cunho adulto, como “álcool” ou “gore”. Para garantir a eficácia dessas medidas, a Meta utiliza inteligência artificial para estimar a idade dos usuários, aplicando as proteções mesmo que o jovem tenha mentido sobre seu aniversário.

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Como funciona o novo controle parental no Instagram?
As Contas de Adolescente vêm com proteções rigorosas ativadas por padrão. Os usuários são colocados na configuração mais restritiva de controle de conteúdo sensível, limitando a visualização de temas como procedimentos estéticos ou brigas.
Adolescentes não poderão seguir ou interagir (enviar DMs ou ver comentários) com perfis que compartilhem regularmente conteúdo inadequado para a idade. Se já seguiam essas contas, a interação será bloqueada.
Um ponto crucial é que adolescentes com menos de 16 anos devem obter a permissão de um dos pais ou responsável para alterar qualquer uma das proteções integradas para um nível menos rigoroso.
O recurso de supervisão também foi aprimorado para oferecer mais controle aos pais. Os responsáveis podem definir limites diários de tempo de uso para o Instagram e bloquear o acesso durante períodos específicos, como a noite.
Eles também podem visualizar com quem o adolescente trocou mensagens nos últimos sete dias (sem ler o conteúdo das mensagens) e quais tópicos de interesse o jovem escolheu. Para quem busca restrição máxima, a nova configuração “Conteúdo Limitado” pode ser ativada, filtrando ainda mais tipos de postagens e removendo a capacidade de o adolescente interagir em comentários.

A classificação 16 anos no Brasil: qual a situação legal do Instagram?
É importante notar que a classificação indicativa nacional seguiu um caminho distinto. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) elevou a recomendação etária do Instagram para “não recomendado para menores de 16 anos”.
Essa decisão se deu após uma análise técnica que identificou na rede social conteúdos associados a drogas, violência extrema e sexo explícito, conforme o Guia Prático de Audiovisual. O MJSP defende que a nova faixa etária visa proteger o desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes.
Contudo, essa classificação atua como um guia para pais e plataformas, mas legalmente, não impede o acesso de menores de 16 anos. A decisão obriga a rede social a reforçar avisos de conteúdo sensível e ampliar controles parentais.
A Meta, por sua vez, contestou a metodologia brasileira, alegando que ela desconsidera os recursos de segurança que a empresa já oferece para os adolescentes. O Governo Federal, reconhecendo a complexidade das mídias digitais, planeja incluir um novo eixo de análise, chamado “interatividade”, para avaliar o funcionamento dos serviços digitais, e não apenas o conteúdo.
