
Cães podem detectar presença de câncer através do olfato; entenda
O olfato dos cães está emergindo como uma das mais notáveis ferramentas para o diagnóstico precoce de câncer. Os cachorros, reconhecidos há milhares de anos por sua capacidade farejadora, demonstram uma habilidade impressionante.
Eles são capazes de identificar doenças em humanos antes mesmo de surgirem sintomas visíveis. Essa sensibilidade aguçada permite que percebam alterações químicas sutis no corpo.
Qual o poder do olfato dos cães?
O olfato dos cães é infinitamente superior ao humano, sendo uma verdadeira máquina superpoderosa. Enquanto nós possuímos cerca de 5 a 6 milhões de células olfativas sensoriais, os cães chegam a ter mais de 300 milhões.
Esta diferença biológica confere a eles a capacidade de distinguir cheiros em concentrações minúsculas. Eles podem perceber moléculas de odor em baixas concentrações onde nós nem sonharíamos em senti-las.
Essa hipersensibilidade permite que os cães rastreiem indivíduos ou detectem substâncias de forma imbatível. A acuidade olfatória é o seu principal aparelho de reconhecimento do mundo.
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Como os cães detectam as células de câncer?
A principal hipótese é que diversas formas de câncer liberam odores específicos. Estes são percebidos pelos cães como Compostos Orgânicos Voláteis (VOCs) presentes em fluidos corporais.
Os cães são treinados para reconhecer esses marcadores em amostras biológicas. Eles analisam odores presentes no hálito, plasma, escarro, urina ou fezes de pacientes.
Essa detecção molecular fornece uma abordagem não invasiva. A alta seletividade olfatória canina pode identificar neoplasias em estágios muito iniciais.
Estudos já comprovaram que cães podem detectar câncer de pulmão e mama pelo hálito. Eles também identificam câncer de bexiga, ovário, pele (melanoma) e próstata pela urina ou amostras de sangue.

Câncer de próstata: a precisão canina em 98%
A aplicação mais impressionante dessa técnica envolve o câncer de próstata. Pesquisadores italianos comprovaram a habilidade de cães em farejar a doença em amostras de urina de pacientes.
O estudo alcançou uma precisão surpreendente de 98% nos diagnósticos realizados pelos animais. A pesquisa comparou amostras de homens com e sem a doença, em diferentes estágios.
Esta precisão demonstra que a utilização de cães pode se tornar uma triagem promissora. Tal método pode selecionar pacientes que necessitam de exames mais invasivos, como as biópsias.
Além do câncer de próstata, estudos indicam que a triagem canina também tem alta taxa de sucesso. Ela serve, por exemplo, para o câncer colorretal e o de ovário.
O futuro do diagnóstico: cães e medicina
O treinamento especializado dos cães é baseado em recompensas e testes rigorosos de duplo-cego. Os cães não farejam pessoas diretamente, mas sim amostras em ambientes controlados.
O treinamento busca ensinar o cão a identificar o odor da doença e ignorar outros cheiros. Ao acertar, o animal recebe um objeto ou brincadeira como reforço positivo.

A capacidade dos cães de detectar câncer e outras doenças, como Parkinson e Alzheimer, inspira a tecnologia. Cientistas buscam criar “narizes eletrônicos” que possam simular essa sensibilidade no laboratório.
A exploração do olfato canino oferece à medicina a oportunidade de diagnósticos mais rápidos e menos onerosos. O melhor amigo do homem se consagra, assim, como um crucial aliado da saúde pública.
