
Concurso com mais de 3 mil vagas acontece neste domingo: saiba mais
O Concurso Público Nacional Unificado (CNU), que oferta mais de 3.600 vagas para o serviço público federal, movimenta candidatos em todo o Brasil. Conhecido como “Enem dos Concursos” por seu formato abrangente, o certame unifica a seleção para 35 diferentes órgãos do governo, representando uma das maiores oportunidades do ano para quem busca estabilidade e uma carreira pública.
A segunda edição do CNU chega com a promessa de aprimorar o processo seletivo, aproveitando o sucesso da estreia em 2024, que contou com mais de 2 milhões de inscritos. A organização deste ano fica por conta da Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma banca conhecida por suas provas que exigem interpretação e raciocínio, e não apenas memorização.
O que é o “Enem dos Concursos”?
O modelo do Concurso Nacional Unificado foi inspirado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e permite que os candidatos concorram a diversas vagas em diferentes órgãos com a realização de uma única prova. Para isso, os cargos são agrupados em nove blocos temáticos, que reúnem áreas de atuação com perfis semelhantes, como “Administração”, “Cultura e Educação” e “Engenharias e Arquitetura”.
No momento da inscrição, o candidato escolhe apenas um bloco temático e, dentro dele, pode indicar uma ordem de preferência para os cargos que deseja ocupar. Essa estrutura visa não apenas facilitar a vida do concurseiro, mas também promover uma seleção mais alinhada às qualificações necessárias para cada função pública.

Quantas vagas e para quais áreas?
Nesta edição, o concurso oferece um total de 3.352 vagas, distribuídas entre cargos de nível médio e superior. Desse total, 2.180 são para provimento imediato, enquanto 1.172 formarão um cadastro de reserva, composto exclusivamente por cargos de nível superior. As oportunidades estão espalhadas por 35 órgãos federais.
Além das vagas para as sedes dos órgãos em Brasília (DF), o edital também prevê oportunidades regionalizadas. Haverá lotação em estados como Rio de Janeiro (315 vagas), São Paulo (65 vagas), Pará (66 vagas) e Pernambuco (20 vagas), ampliando o alcance do certame por todo o território nacional.
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Como serão as provas do CNU?
Uma das principais mudanças desta edição é a aplicação das provas em duas etapas distintas. A prova objetiva está marcada para 5 de outubro, enquanto a prova discursiva acontecerá em 7 de dezembro, sendo esta última apenas para os candidatos habilitados na primeira fase. Essa divisão foi pensada para permitir que ambas as avaliações sejam mais extensas e complexas.
As provas serão realizadas simultaneamente em 228 cidades espalhadas por todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, seguindo uma logística de segurança robusta, inspirada no Enem, com o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

Novidades da edição: inclusão e tecnologia
Para aprimorar a segurança e evitar problemas ocorridos na primeira edição, todas as páginas das provas terão um código de barras individual, que automatiza a identificação do candidato e substitui o preenchimento manual. Essa medida visa reduzir o número de desclassificações por falhas de preenchimento.
No campo da inclusão, o CNU 2025 inova ao introduzir uma medida para ampliar a participação feminina na segunda fase. Se o percentual de mulheres aprovadas para a prova discursiva for inferior a 50%, serão convocadas mais candidatas até que se atinja a paridade de gênero nesta etapa, sem que isso altere a classificação final por mérito. Além disso, o concurso reserva 35% das vagas para cotas, distribuídas entre pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%), quilombolas (2%) e pessoas com deficiência (5%).
Cronograma: fique atento às próximas etapas
Com as provas se aproximando, é fundamental que os candidatos fiquem atentos ao cronograma. Após as provas objetivas e discursivas, a divulgação dos resultados finais está prevista para ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2026. As chamadas para nomeação dos aprovados devem começar a partir de março de 2026, dando início a uma nova fase na carreira de milhares de servidores públicos.
