
Mudanças históricas na conta de luz! Saiba como será sua fatura de energia elétrica em 2026
A conta de luz em 2026 inicia com bandeira verde, mas o consumidor deve preparar o bolso para reajustes futuros. Embora a Aneel garanta que não haverá taxa extra em janeiro devido aos bons níveis dos reservatórios, projeções de mercado indicam um aumento médio de até 8% nas tarifas ao longo do ano.
Essa pressão inflacionária decorre, principalmente, do crescimento dos encargos setoriais e subsídios embutidos na fatura. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que custeia diversas políticas públicas, atingiu valores recordes, impactando diretamente o orçamento das famílias e empresas no mercado regulado.

Energia solar: Fio B sobe para 60%
Quem investiu em geração própria enfrentará uma redução na economia da fatura. Para sistemas solares homologados após janeiro de 2023, a regra de transição avança e o consumidor passará a arcar com 60% do componente tarifário “Fio B” a partir deste ano.
Anteriormente, a cobrança era de 45%, mas o escalonamento previsto em lei visa remunerar o uso da rede de distribuição. Na prática, isso significa que apenas 40% desse componente continuará sendo abatido, diminuindo o retorno financeiro para quem possui painéis fotovoltaicos.
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Tarifa Social garante conta zerada?
Uma mudança significativa beneficia a população de baixa renda. A nova legislação reformulou a Tarifa Social, garantindo isenção de 100% no pagamento para famílias inscritas no CadÚnico que consumam até 80 kWh mensais.
Diferente do modelo anterior, que aplicava descontos parciais, a nova regra zera a conta dentro desse limite. O benefício também se estende a famílias indígenas e quilombolas, sendo que o consumo excedente a esse teto será cobrado normalmente, pagando-se apenas a diferença.

Mercado Livre e rateio de Angra
O ano traz novas oportunidades para o setor produtivo com a expansão do Mercado Livre de Energia. A partir de agosto, comércios e pequenas indústrias poderão escolher seu fornecedor de eletricidade, com potencial de economia de até 40% em relação ao mercado cativo.
Por outro lado, haverá uma socialização de custos inédita. As despesas de geração das usinas Angra 1 e 2 passarão a ser divididas entre todos os consumidores do sistema, inclusive os do mercado livre, poupando apenas os beneficiários da tarifa social.
