
Nova modalidade de fraude na praça: saiba o que é o “golpe da maquininha” e se proteja
O golpe da maquininha é uma das fraudes financeiras mais persistentes da atualidade, causando transtornos e grandes prejuízos aos consumidores. Estima-se que cerca de 4,2 milhões de brasileiros já foram vítimas dessa modalidade, com um prejuízo médio de R$ 1.142,00 por ocorrência.
Recentemente, as táticas dos criminosos evoluíram, introduzindo malwares que comprometem terminais legítimos para roubar dados bancários e senhas dos clientes. Acompanhar essas mudanças e saber se proteger é crucial para manter a segurança do seu patrimônio.
O que é o “golpe da maquininha” e como ele rouba seus dados?
A versão mais sofisticada do “golpe da maquininha” envolve a infecção dos terminais por vírus criados por cibercriminosos. Para aplicar essa fraude, os golpistas frequentemente se passam por técnicos das empresas de pagamento, induzindo lojistas a clicarem em links que instalam o malware na máquina.
O vírus tem como alvo a segurança das transações por aproximação, um método considerado seguro por gerar identificadores únicos a cada pagamento. Quando o cliente tenta usar a aproximação, a maquininha infectada exibe a mensagem “ERRO APROXIMACAO INSIRA O CARTAO”, simulando uma falha.
O erro força o cliente a inserir o cartão no dispositivo e digitar a senha para finalizar a compra, momento exato em que os dados do cartão e a senha são copiados pelo software malicioso. Essa tática permite a clonagem do cartão e a realização de compras indevidas.
Tipos de “golpe da maquininha”: visor falso e clonagem
Embora o malware seja uma ameaça crescente, os criminosos continuam usando métodos tradicionais de engenharia social. No golpe da maquininha falsa, por exemplo, o fraudador usa um dispositivo semelhante ao original que copia as informações e os dados do cartão inserido.
Outra variação é a troca do cartão, onde o criminoso distrai a vítima e substitui o cartão original por um modelo parecido. Há também o golpe do visor adulterado ou danificado, onde um adesivo ou tela falsa esconde o valor real cobrado, que é muito superior ao da compra.
É importante desconfiar também da compra duplicada, quando o fraudador alega que a máquina deu erro após a senha ser digitada. Ele pode estar cobrando a compra duas vezes em máquinas diferentes ou tentando fazer a vítima digitar dados em um celular sob o pretexto de que a máquina estaria quebrada.
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Proteção essencial: como evitar o “golpe da maquininha”?
Para se proteger, a primeira regra é manter as notificações do seu banco ativadas, monitorando o valor da transação em tempo real. Se você identificar uma mensagem suspeita na máquina, evite o pagamento e pergunte ao lojista se é possível usar Pix ou dinheiro.
Nunca entregue seu cartão na hora do pagamento; insira-o você mesmo e retire-o. Fique atento ao redor e evite aceitar ajuda de desconhecidos no momento da transação, além de conferir o valor exato no visor antes de digitar sua senha.
Para evitar grandes perdas em caso de fraude, ajuste o limite do seu cartão de crédito. Se você for lojista, verifique sempre a legitimidade de comunicações sobre manutenção ou atualização de software, falando com a prestadora de serviços antes de clicar em links.

Caiu no “golpe da maquininha”: qual a responsabilidade do banco?
Diante de uma fraude, o consumidor tem o direito de buscar ressarcimento, e a lei exige que o banco atue de forma vigilante. As instituições financeiras têm responsabilidade objetiva nesses casos, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Essa responsabilização se baseia na teoria do risco do empreendimento, onde a fraude é vista como um “fortuito interno”. Fortuito interno significa que o risco de delitos de terceiros em operações bancárias é previsível e inerente à atividade do banco.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou que os bancos devem se responsabilizar por falhas no serviço, especialmente quando não barram operações atípicas ou se recusam a estornar valores após serem notificados. A omissão ou a demora na resolução pode levar à condenação do banco não só ao ressarcimento, mas também ao pagamento de danos morais.
Recentemente, o Banco Central (BC) reforçou a segurança dos pagamentos eletrônicos. Novas regras estabelecem que as bandeiras de cartão (como Visa ou Mastercard) têm a responsabilidade direta de garantir o pagamento das transações aos usuários, mesmo que haja falha nos sistemas de proteção das credenciadoras.

Passo a passo: como agir imediatamente após o “golpe da maquininha”?
Caso você perceba ter sido vítima do “golpe da maquininha”, a ação imediata é fundamental para minimizar o prejuízo.
1. Notificação imediata: Bloqueie seu cartão no aplicativo e entre em contato imediatamente com a central de atendimento do seu banco para reportar o ocorrido. É essencial solicitar formalmente o estorno dos valores.
2. Registro de Boletim de Ocorrência (BO): Formalize a fraude o mais rápido possível na delegacia de polícia ou por meio do site da polícia civil do seu estado. Este documento é crucial para comprovar a fraude ao banco e em futuras ações judiciais.
3. Reúna documentos: Guarde todos os extratos, comprovantes e qualquer evidência da comunicação que você fez ao banco.
4. Acompanhamento e direitos: O banco tem até 5 dias úteis para responder à sua solicitação de estorno. Caso o problema não seja resolvido, procure entidades como o Procon para mediar a situação ou busque orientação jurídica para defender seus direitos como consumidor.
